Na passada sexta-feira, Sónia Ferreira apresentou-nos uma conferência sob o t´titulo em epígrafe. Em 1973, após a queda do regime de Salvador Allende, gera-se na sociedade chilena uma cisão na realidade social. A repressão e a morte instalam-se como fenómenos permanentes, embora subterrâneos e clandestinos, e as contradições sociais extremam-se de tal modo que os significados e valores da vida quotidiana dos sujeitos se alteram de forma irredutível. Neste contexto, dão-se processos de construção da memória profundamente traumáticos em que a uma memória oficial e estatalmente reproduzida, se opõe uma memória clandestina e acossada que procura legitimar experiências sociais não reconhecidas e consequentemente excluídas da memória oficial da nação. A conferencista debateu estas questões a partir da análise das histórias de vida de um grupo de mulheres chilenas e do seu percurso enquanto militantes políticas e “viúvas” de detidos-desaparecidos.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Chile – memória oficial e memória clandestina
Na passada sexta-feira, Sónia Ferreira apresentou-nos uma conferência sob o t´titulo em epígrafe. Em 1973, após a queda do regime de Salvador Allende, gera-se na sociedade chilena uma cisão na realidade social. A repressão e a morte instalam-se como fenómenos permanentes, embora subterrâneos e clandestinos, e as contradições sociais extremam-se de tal modo que os significados e valores da vida quotidiana dos sujeitos se alteram de forma irredutível. Neste contexto, dão-se processos de construção da memória profundamente traumáticos em que a uma memória oficial e estatalmente reproduzida, se opõe uma memória clandestina e acossada que procura legitimar experiências sociais não reconhecidas e consequentemente excluídas da memória oficial da nação. A conferencista debateu estas questões a partir da análise das histórias de vida de um grupo de mulheres chilenas e do seu percurso enquanto militantes políticas e “viúvas” de detidos-desaparecidos.
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