
No próximo dia 24, às 15 horas, na sala 303, vamos projectar o filme de Margarida Cardoso Kuxa kanema. A informação que se segue foi retirada de http://www.medeiafilmes.pt/noticias/os%20dias%20doc%202%20.%20dossier%20imprensa.doc
A primeira acção cultural do governo Moçambicano logo após a independência, em 1975, foi a criação do Instituto Nacional de Cinema (INC). O novo presidente, Samora Machel, tinha especial consciência do poder da imagem e de como utilizá-la para construir uma nova nação socialista. As unidades de Cinema Móvel vão mostrar por todo o país a mais popular produção do INC, o jornal cinematográfico Kuxa Kanema.
Kuxa Kanema quer dizer o nascimento do cinema e o seu objectivo era: filmar a imagem do povo e devolvê-la ao povo.
MAS HOJE A REPÚBLICA POPULAR DE MOÇAMBIQUE passou a ser, simplesmente, a República de Moçambique. Da grande empresa que foi o INC não sobra quase nada. Destruído por um fogo em 1991, só restam do edifício salas e corredores abandonados onde alguns funcionários esperam pacientemente a reforma. Num anexo apodrecem, esquecidas, as imagens que são o único testemunho dos onze primeiros anos de independência, os anos da revolução socialista.
É ATRAVÉS DESTAS IMAGENS e das palavras das pessoas que as filmaram que seguimos o percurso de um ideal de país, que se desmorona, pouco a pouco, com o ideal de “um cinema para o povo” e com os sonhos das pessoas que um dia acreditaram que Moçambique seria um país diferente.
Festivais
DOCS LISBOA 2003
IT’S ALL TRUE | 2003 – O Estado das Coisas
FID MARSEILLE | 2003 – Competição Internacional
Festival Caminhos do Cinema Português Melhor Documentário de Televisão
Festival Internacional do Filme de Amiens
DOCS Barcelona Workshop
Rencontres Internationales du Documentaire de Montréal - official selection
Biografia
MARGARIDA CARDOSO nasce em 1963, em Portugal.
De 1978 a 81 frequenta o curso de Imagem e Comunicação Audiovisual da Escola António Arroio. Durante dois anos trabalha como assistente de fotografia publicitária e industrial e em 1983 começa a trabalhar como anotadora e assistente de realização.
Dessa experiência contam-se mais de 40 filmes, portugueses e estrangeiros.
Em 1996 realiza a sua primeira curta metragem.
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