
Bem instaladas, as aprendizes de antropólogas que ficaram na Mofreita iam percebendo que a antropologia sem a história perde profundidade, adquirindo o seu trabalho de terreno uma vertente processual inicialmente insuspeitada. Foram elas que acudiram aos colegas mais desvalidos, que dormiam num chão de pedra numa outra povoação, levando-lhes cobertores salvíficos...

Em Vilar Seco de Lomba os estudantes tiveram de reconverter o seu objecto: se se preparavam para trabalhar o contrabando e as relações de fronteira, perceberam que fenómenos de mudança e novos enquadramentos locais se tornavam prioritários. Um deles, o Francisco, haveria de fazer no ano seguinte um longo trabalho de terreno, de que resultaria um estudo que mereceu nota máxima na monografia final.

O Tiago e o Sadik, com grande empenhamento mas menos boas condições de logística, estavam entre os vizinhos da aldeia quando cheguei. Fariam um trabalho duma etnografia fina, entre dúvidas e problemas que discutiríamos longamente.

Em Montouto era um frio de rachar. Quando cheguei, os vizinhos contavam as proezas dos jovens antropólogos que haviam resolvido ir de Vinhais à aldeia de bicicleta, apesar do frio. A aldeia era, como grande parte nessa zona, um núcleo que perdera grande parte dos habitantes, desde os anos '60.




Já na vila, os jovens investigadores de vários dos grupos tinham combinado um encontro. Como tinham que consultar alguns arquivos na Câmara Municipal, ir à Biblioteca, procurar os padres para aceder aos registos paroquiais, aproveitaram para um café em grupo e para trocar informação: "Na nossa aldeia é assim...".
Gostaria de me comunicar com vocês, caso possam. Gostaria de saber a origem da Família Moraes dessa Região, pois meu avô veio de Portugal. meu email é esse josegeraldoforte@gmail.com obrigado
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