terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estudantes em trabalho de terreno na fronteira em 2008

No ano de 2008 a fronteira sul acolheu vários grupos de estudantes durante as férias do Natal, graças à generosidade, ao interesse e ao empenhamento de alguns presidentes de junta de freguesia.


Ao Roman e ao João surpreendi-os no café local, em plena entrevista, logo que cheguei. Estavam em Montes Juntos, no concelho do Alandroal, onde anos antes estivera o Luís Silva (que estudou as relações com Cheles, do outro lado do Guadiana). Se então o rio era atravessado a pé, agora a fronteira engrossou, com a barragem do Alqueva.


O Joaão o Nuno e a Vanessa estavam nas Minas do Bogalho, também no Alandroal. Ganharam localmente a reputação de se levantarem muito cedo - assim responderam à minha recomendação de se adequarem aos ritmos da vida local - coisa que muito impressionava o presidente da Junta, um homem muito gentil que reconhecia a enorme importância do trabalho que os três jovens antropólogos levavam a cabo.


À Mara, à Soraia e ao Paulo interessou, na belíssima Jurumenha, no concelho do Alandroal, a fronteira alimentar, com o peixe e o pão, o património gastronómico e os novos hábitos alimentares que cruzam esta raia de sabores. Uma etnografia muito rica, obtida numa aldeia em que as modificações na estrutura do emprego têm sido evidentes.


O Sérgio e as Anas estavam na fronteira mais a sul, em Alcoutim, que tem como povoação-espelho Sanlúcar. Mais próximos da fronteira-muro do sul de Espanha, que separa a rica Europa do sul pobre, confrontaram-se com as ambiguidades em torno da utilidade da construção duma ponte, que viria a ter centralidade no trabalho que desenvolveram.

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